11 abril, 2006

Hierarquicamente falando

Ontem em minha aula de Ténica de Entrevista e Reportagem, ministrada pelo meu amigo Léo Alves, uma parte do debate migrou para o assunto ser chefe, ou melhor, ser editor-chefe.

No debate o professor falou algo que parecia ser direcionado para mim, ele disse que muitas pessoas confundem quando têm o editor-chefe como amigo, esquecendo a hierarquia da empresa, você pode está se perguntando por que danado estou falando sobre isso.

Sou editor-chefe de um jornal pouco maior que A4, de seis páginas. Levo muito a sério a minha função, pois já que o mercado está fechado para estágio, criamos um meio de comunicação que hoje em minha cidade já conquistou seu espaço, um jornal que têm em seus leitores seus principais críticos, por terem um certo nível de conhecimento. Gostaria que as pessoas vissem isso de forma responsável para que possamos "dominar" a cidade, quando essa função foi criada a umas 7 edições atrás tinha-se a intenção de organizar e profissionalizar a coisa, não sei se consegui, mas é aqula velha história, estou fazendo minha parte.

Jornalistas acordem, temos um poder imenso nas mãos, vamos nos organizar vamos fazer com responsabilidade. Amizade existe, mas acima de tudo o profissionalismo, pensem nisso.

6 comentários:

Geraldo Moura disse...

Por vezes, quando entramos num trabalho "não remunerado" chegamos a pensar que não devemos nos comprometer como se estivessemos recebendo remuneração. O trabalho não remunerado merece até mais responsabilidade de exercê-lo, pois ninguém tem a obrigação de trabalhar de graça. No entanto, quando aceitamos o desafio, temos a obrigação e comprometimento para que o trabalho se desenvolva.

Anônimo disse...

Hanna Marques

Concordo com o que: Geraldo falou.
Não olhe pra tráz siga em frente! Todos jornais importantes hoje, já foram pequeno um dia...
Boa sorte.

Rodrigo Apolinário disse...

Primeiro quero louvar a idéia do Jornal, pois se tem uma coisa que temos que ter ao cursar jornalismo é ATITUDE! E com essas experiências temos a condição de mostrar para o mercado que enquanto estudantes somos mais profissionais que muitos "acomodados" que estão com diploma. Com relação a ser editor chefe, vivencio a mesma experiêcia no site Cordel Campina e tem momentos que o melhor é fazer mesmo a nossa parte porque não tem condições de vc olhar para uma pessoa e dizer vá fazer isso agora se ela precisa trabalhar, ir para algo que a remunera. Naquele momento, temos que cobrar, mas deixar que a consciência também tome posições!

Léo Alves disse...

É preciso as pessoas entenderem que a responsabilidade surge nas "pequenas" (olhe bem que está entre aspas) coisas. A vida (para os que acreditam em Deus é Ele que dá) lhe dá uma responsabilidade como por exemplo escrever para um jornal recém criado. Se você consegue cumprir sua missão, certamente virá uma maior. Não acredito que quem não encara até um trabalho de faculdade com responsabilidade um dia vai ter a chance de escrever algo para um jornal como a Folha. É a vida. É questão de justiça. O pior é que tem gente que fica pensando: "um dia quando estiver na Folha, no Globo, no Correio Braziliense eu vou encarar com responsabilidade". E "vida" pensa: "se agora você não tem responsabilidade não é digno de ter algo maior". Tem uma frase que é interessante: "Se sou fiel no pouco Deus me confiará mais" Ou "se sou fiel no pouco, a vida me confiará mais". Abs

Léo Alves disse...

É preciso as pessoas entenderem que a responsabilidade surge nas "pequenas" (olhe bem que está entre aspas) coisas. A vida (para os que acreditam em Deus é Ele que dá) lhe dá uma responsabilidade como por exemplo escrever para um jornal recém criado. Se você consegue cumprir sua missão, certamente virá uma maior. Não acredito que quem não encara até um trabalho de faculdade com responsabilidade um dia vai ter a chance de escrever algo para um jornal como a Folha. É a vida. É questão de justiça. O pior é que tem gente que fica pensando: "um dia quando estiver na Folha, no Globo, no Correio Braziliense eu vou encarar com responsabilidade". E "vida" pensa: "se agora você não tem responsabilidade não é digno de ter algo maior". Tem uma frase que é interessante: "Se sou fiel no pouco Deus me confiará mais" Ou "se sou fiel no pouco, a vida me confiará mais". Abs

Fernando Milanni disse...

Gilberto, esse seu blog está muito interessante e os debates proveitosos. Penso como meu amigo Leo se expressou aí. A nossa profissão de jornalista começa no primeiro dia de faculdade. É utópico achar que o diploma garante emprego. No jornalismo vc vale o que vc pode oferecer de conteúdo,de experiência. No meu tempo de faculdade existiam muitos jornais pequenos como o de vocês, alguns rodados em fotocópias (xerox) e muitos ironizavam. Entretanto, estes desbravadores foram crescendo,crescendo e hoje estão todos bem empregados e respeitados. Qual a diferença do jornal Correio Universitário para os grandes jornais? A estrutura.Mas é no "pequeno" que vcs estão aprendendo a escrever, a lidar com a ética, com as dificuldades e tendo a chance de conhecer a realidade. Para mim vcs são os favoritos para conquistar a Copa do Mundo, ou seja, conquistar um espaço no jornalismo.Vcs, como a maioria dos craques de futebol, estão começando num pequeno campo,mas logo serão craques de gramado no estilo maracanã. "Amanhã será um novo dia" (Guilherme Arantes) e "vejo a vida melhor no futuro" (Lulu Santos) para vcs que sofrem, mas sabem que o jornalismo é acima de tudo uma paixão, mas com responsabilidade.
PARABÉNS!!!