24 junho, 2006

Amor pelo que faço

Quando optei por estudar jornalismo não imaginava o quanto teria minha mente aberta para o mundo que nos cerca, não imaginava que meu amor pela leitura iria aumentar tanto. Nunca imaginaria que ao assistir um jornal da Globo eu iria encontrar erros (e eles existem?) existem sim, que teria minha opinião levada tanto em consideração como ela é hoje em dia.

Houve um episódio que me deixou um pouco triste, mas com o tempo serviu apenas para reafirmar esse amor pelo jornalismo.

A um amo fui indagado por que diabos vivia indo pra Campina Grande para estudar, me chamaram de besta, disseram que nunca seria um jornalista que meu futuro seria a sulanca santa-cruzense, ou a livraria que trabalho. Essa pessoa ainda disse que o dinheiro que gasto pagando o ônibus que viajo daria para comprar uma moto do ano, que o "sabido" era ele, que apesar de mal saber lê ou escrever tinha uma função maior que a minha (convenhamos isso não é difícil) que ele terá um futuro mais promissor que o meu.

As vezes acho que ele tem razão, principalmente quando viajo Km 110, de minha cidade à CG, e não tenho aula, e o pior, quando me lembro que ainda tenho mais Km 110 de volta. Acredito na força do pensamento, que quando nós queremos algo de verdade conseguimos. Algo que fez valer meu amor pelo jornalismo foram as rápidas e intensas experiências em rádio, internet e impresso. Tudo isso contribuiu para que eu continuasse a estudar com afinco e responsabilidade.

Nessa semana assisti a uma palestra do meu novo ídolo no jornalismo, Gil Campos, o cara mostrou o amor que sente pelo jornalismo, apesar de ter perdas irreparáveis (perdeu a irmã e a prima em um atentado) perdeu a cidade que morava, pois foi obrigado a se mudar de Campina para outra cidade por ter desmantelado um grupo de extermínio da polícia (ei a polícia não é quem combate os bandidos? E quando eles são os bandidos a quem recorrer?). Ele mostrou que nós jornalistas, disse que considerava nós estudantes tão jornalistas como ele, (isso me arrepiou) temos um compromisso muito maior que o médico ou o advogado, somos os porta-vozes da sociedade, somos o poder realmente.

Terminada a palestra pegamos uma carona com o filho da pauta Léo Alves e numa rápida conversa Gil disse que admirava estudantes de fora como nós, e que estávmos no caminho certo.

Me lembrei daquele carinha sem estudo e que tem uma função melhor que a minha, coitado dele a opinião dele não foi nada comparada com aquelas palavras de apoio de Gil Campos, que disse que apesar de tudo não se arrependeu de nada do que fez.

Estou com o amor pelo jornalismo renovado, e até houve um aumentamento (se essa palvra não existe acabei de inventá-la) no amor pelo que faço.

5 comentários:

Fernando disse...

Oi, Gilberto. Repito: vc é uma das grandes realidades (e não promessa) do jornalismo. O seu entusiasmo pelo curso e pela profissão é contagiante (lembro de mim no meu início tb). Quando vejo pessoas desestimulando me lembro tb que passei por isso, mas quando temos vontade de alcançar um objetivo tudo isso fica pequeno. Nada pode deter o entusiasmo. Está perto de vc se formar e com certeza o jornalismo ganhará um excelente jornalismo. Parabéns pelo texto. Vc é um batalhador como tantos outros que vêm de Santa Cruz, Serra Branca, Caruaru....e que sabem valorizar este sacrifífio em busca de uma vida melhor e de um jornalismo mais adequado.
Fernando Milanni

Blogue da Magui disse...

Todas as profissoes sao importantes e cada profissional julga a sua a melhor.Se ate artista de teatro acha a sua profissao a mais fundamental para a sociedade!Imagine se jornalista e mais importante do que medico e advogado ou cozinheiro ou barbeiro ou enfermeira ou etc. Menos amigo.

Aluizio Amorim disse...

Gilberto,

grato ela visita no meu bloguinho e seu perfeito comentário. Continue sim estudando. Vc prova que quem quer saber mais, quer estudar e se dispõe a fazer um grande esforço, consegue. Isto é cerebral. Há quem nasça com massa encefálica; outros nascem sem nada dentro da cabeça. É da própria natureza e pouco tem a ver com a origem e a condição social da pessoa. A maioria sempre diz que não tem apoio, que não tem tempo, que tem que trabalhar e que há muita dificuldade. Mas não é isso não. É que faltam neurônios dentro de certas cabeças. Nenhuma profissão é melhor ou mais importante que outra. Todas têm importância. Mas é curioso o fato de que muitos passam a vida toda sem precisar dos serviços de um advogado. Por outro lado, as pessoas não vão ao médico ou dentista todos os dias e, por certo, passarão toda a sua vida sem contratar os serviços de um engenheiro ou arquiteto. A totalidade das pessoas todos os dias liga, ou um rádio, ou uma televisão ou abre um jornal, ou navega na internet atrás das notícias e informações que são processadas pelos jornalistas.
E para finalizar: terá sucesso aquele que imprimir seriedade, estudo e profissionalismo em qualquer profissão, sem exceção.

Abs
Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net

Anônimo disse...

Maria Keyla
Minha nota é 10.... Pr quem luta pelos seus ideais, Sabemos q cidades pequenas ñ tem nada oferecer pr seus jorvens, raro são os q terminam o, Ensino Médio!
Siga em frente, sem se preocupar com o que falam, eu sei as perdas e os danos q nos causam , a falta de um diploma universitário .
Fique com Deus.

Léo Alves disse...

A presença de Gil (ainda bem que ele aceitou o convite de última hora) foi uma aula para todos nós. E um estímulo para continuar em frente.